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Seria esta a questão que faltava? Interrogava-se um simples depositante face às dramáticas notícias do telejornal das oito. Mas afinal a quem serviu o meu dinheiro? O simples depositante via agora centenas de milhares de famílias sobreendividadas a caminho da insolvência, via um monte de prédios horrorosos conspurcando toda as linhas de saída da sua capital, via um mar de auto-estradas vazias com portagens progressivamente mais caras, via centenas de rotundas redundantes também elas vazias, via um mar de carros a deslocarem-se diariamente para os centros urbanos, mantendo-se assim a aparência que ainda há trabalho para todos os seus ocupantes, via riquezas feitas à pressa por quem tinha pressa demais e riquezas desfeitas à mesma pressa por quem estava muito, mas mesmo muito desatento. Mas afinal a quem serviu o meu dinheiro?

O simples depositante abria de manhã o jornal observando com espanto que também as célebres parcerias público-privadas (PPP) tinham-se servido do seu dinheiro. Mas afinal a quem serviu o meu dinheiro? A pergunta agora gritava dentro do crânio do simples depositante.

Que banqueiros tinham idealizado este inferno, feito de betão, de cimento armado, de toneladas de ferro-velho, de automóveis e de mais automóveis, de famílias e de empresas sobreendividadas e insolventes? Mas afinal a quem é que eles andaram a vender os meus depósitos? Perguntava-se o simples depositante. A quem eles serviram? Se é que serviram para mais alguma coisa do que criar este inferno… E se isto é facilmente identificável como a construção de um verdadeiro inferno, mas afinal a quem serviu o meu dinheiro não é uma pergunta assim tão difícil de responder, pensou o simples depositante.

 

João Gil Pedreira

Nota: sugere-se, igualmente, a leitura do post de 20 de Julho “A quem serve o meu dinheiro?”


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